segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ode à Ciência

A ciência que o homem criou para explicar teorias até então desconhecidas pela humanidade é um mero artifício ou desculpa para as idéias que ele mesmo inventou e persuadiu toda a população para partilhar seus pensamentos. Tem sido assim ao longo de muitos anos. O ser humano cria “conceitos científicos” para usar como desculpa perante seus atos mais absurdos.

Usando dessa ciência que pode ser usada como justificativa, o homem deixa de valorizar ele mesmo. Não há mais a preocupação com o desenvolvimento humano, mas apenas com o desenvolvimento econômico. Não há mais evolução social. As pessoas são produto do que o dinheiro lhes oferece.

Os conceitos dessa falsa ciência permitem ao homem pensar que remédios podem dar educação a uma criança, e não a agregação de valores ao ser humano que permitirão formar uma sociedade melhor.

Como explicar o fato de que o profissional designado para formar o cidadão – o professor – receba menos do que o profissional que tem a função de punir ele mesmo? São esses casos que nos mostram o quanto a ciência que o próprio homem criou é falha, pois está apenas o prejudicando por força de seus conceitos mal formados.




Este texto não é de autoria minha. Na verdade, eu o li em uma tira de jornal de uma atividade que me foi proposta em sala de aula, e achei muito bom o texto (uma pena eu não recordar o nome do autor). Aí peguei as melhores partes e fiz um resumão, que é o resultado que vocês acabaram de ler. Achei o texto totalmente verdadeiro e atual, e nos mostra realmente a realidade em que vivemos.

domingo, 10 de maio de 2009

Agradecimento

O post de hoje é dedicado somente à agradecer a linda homenagem que a Ana fez para mim no blog dela.

Ana Paula Seerig, já te disse isso: tu é incrível! Resgatou uma das melhores lembranças que eu tenho de infância, que foi e é a grande amizade que eu tenho contigo! Tu sabe que pode conta comigo sempre, minha amiga louca querida! Hahahaha, nunca vou esquecer tanta gente que já te chamou de louca! hahahahahaha

Quem quiser dar uma espiada no post que ela fez pra mim, taí:
Amigas de Infância

E não deixem de visitar sempre o blog dela, que é ótimo!:
Alguma coisa a mais pra ti ler...


E obrigada também a todos que me desejaram parabéns e felicitações pelo meu aniversário.
\o/

Beijo pra vocês! =D

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Finalmente...

17. Não que eu estivesse aguardando ansiosamente para chegar a essa idade; no entanto, como a vida é estranha... Quando eu tinha 11 anos, não via a hora de ser mais velha, chegar ao ensino médio, ter meu celular, sair com as amigas. Agora, vejo tudo isso passando tão rapidamente! Acabei ganhando meu celular com 12 anos, já que comecei a sair de casa para o centro da cidade sozinha nessa idade. Já estou terminando o ensino médio, logo vou entrar numa universidade. E arrumei um namorado muito cedo! Isto acabou fazendo com que eu não saísse tanto com as amigas; porém, não me arrependo nem um pouco por isso e sei que fiz a escolha certa na minha vida. E então, tudo o que eu havia planejado aconteceu de forma tão diferente! É engraçado e estranho como a vida nos prega peças. É engraçado que quando nós somos crianças, queremos ser adultos; e quando somos adultos, queremos voltar a ser crianças (em muitos casos).

Poderia ser pretensiosa por estar escrevendo tanto sobre a minha vida como nunca havia escrito antes aqui no blog, e justamente porque hoje é meu aniversário! Mas hoje vou me dar luxos. Já tive que ir para o colégio e fazer uma prova de química; então, logo que terminar de escrever este post, vou deitar no sofá, assistir ao meu filme preferido (O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei), e não fazer mais nada pelo resto do dia. Haha, como isso é bom. Pelo menos uma vez por ano.

É isso aí, estou ficando velha (nem tanto, mas os anos escorrem pelas nossas mãos...), minhas responsabilidades estão aumentando. Nada mais normal e aceitável; e mesmo assim, gosto muito de um bom desafio.

Nada mais a dizer por hoje, já falei de mais, então, bom resto de semana à todos!

domingo, 3 de maio de 2009

Beleza: imprescindível ou dispensável?

Não é nada fácil discutir um assunto em que todos têm uma opinião: a beleza. Muitos a desejam, outros não estão nem aí para ela, mas o fato é que ela é sim valorizada atualmente. Um bom exemplo disso são as grandes “top model’s”, modelos que ganham milhões para usar a sua imagem como propaganda de algum produto. E a beleza nelas é fundamental, pois se fossem feias, não seriam modelos, muito menos ricas.

Debater sobre beleza, no entanto, não é tão simples. Existem vários pontos que geram controvérsias. Há quem deseja muito ser bonito por fora, mas não tem conteúdo algum por dentro. Há quem tenha talento para determinada área, porém não é valorizado por ser feio. E existem ainda aqueles, tanto homens como mulheres, que vão para a faca e arriscam suas vidas em mesas de cirurgias, apenas para conseguir traços supostamente perfeitos.

Os padrões estabelecidos pela sociedade para uma falsa beleza perfeita chegam ao ponto de fazer meninas perderem a vida com táticas para emagrecer, além de elas não pararem sua busca por um cabelo mais bonito, um sorriso perfeito.

Então, que valor você atribui à beleza? Viver escravo de uma vida superficial não é o melhor caminho a se tomar, pois muitos ao chegar à velhice e ver que sua preciosa beleza e juventude estão se esvaindo, ficam loucos e buscam qualquer solução para seu “problema”.

A melhor saída para o problema da beleza - se ela realmente for um problema para você - é buscar o equilíbrio entre seu corpo e sua mente, para que assim você seja saudável, se sinta bem consigo mesmo, e consequentemente se sinta bonito.

A auto-estima renovada pode guiá-lo para horizontes nunca vistos antes. Portanto, não deixe que meros preconceitos e preceitos o façam deixar de ser o que você é. Aja por si só e procure a verdadeira beleza dentro de si mesmo, pois ela é que realmente importa na pessoa que você é.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Ela

Ela acorda todo dia às cinco horas da manhã. Abre os olhos, vira para o lado, e dá de cara com aquele homem deitado ao seu lado na velha cama. A cara dele está cheia de rugas e feridas, adquiridas com o tempo pelos seus maus hábitos de vida.

Ela levanta; calça seu chinelo de pano. Anda silenciosamente pela casa, para que o barulho não acorde o monstro que ela acabou de deixar sozinho no quarto.

Vai para a rua e pega o ônibus, rumo ao seu trabalho. Chega na casa das patroas, e observa o quanto a vida delas é boa comparada com a sua. Esfrega chãos e paredes, a dor queimando em seus braços, o suor correndo pela testa. Seria esse o preço a pagar por ter feito uma escolha errada?

O seu trabalho é demorado. Ela reclama, mas no fundo sabe que é melhor assim, pois quanto mais tarde chegar em casa, menos terá que ouvir de seu marido.

Ela termina a limpeza. Sente alívio por mais um dia de trabalho acabado, porém, um gosto amargo lhe vem à boca quando ela pensa no que a espera em casa.

Novamente, pega o ônibus para casa. Ao chegar, ele está na porta - um copo na mão, um cigarro na boca - esperando por ela. Ela entra com suas sacolas em mãos, os ombros baixos e cansados. Suas olheiras expressam grande parte da sua vida – são escuras, densas, sofridas. Vai atrás de algo para comer enquanto aguarda que ele comece seu show de horror. Não demora muito, e logo as palavras sujas começam a sair da boca dele.

Ele fala de tudo para ela. Palavras que você não falaria nem para seu pior inimigo são ditas àquela mulher trabalhadora, que criou os filhos daquele homem ingrato. Silenciosamente, ela baixa sua cabeça, fecha os olhos. Sonha em ser levada para longe dali, num lugar calmo, sereno, onde ela compensaria todos esses anos de sofrimento.

Ela se levanta, ignora o bruto homem e vai para seu quarto. Espera que possa dormir e não precise satisfazer as repudiantes necessidades daquele monstro. Ela não sabe o que irá acontecer a seguir – nunca soube o que o futuro a destinara. Resolve, então, fechar os olhos e esperar até que o próximo ato aconteça.

Se ela acordar no dia seguinte, tudo vai acontecer da mesma forma.



A pessoa a quem eu dedico este texto nunca o lerá, porém, a memória dela sempre vai ser lembrada, por todas aquelas batalhadoras que passam pela mesma situação, e por tudo o que ela já sofreu (e ainda sofrerá) na sua vida.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A Cidade Acorda

Sete horas, a cidade acorda. Mais um amanhecer frio de um gélido dia.

As janelas das casas se abrem vagarosamente.

As pessoas caminham apressadamente na rua, bocejando sob seus casacos.

A fumaça dos carros que avançam lentamente preenche o ar de um cinza vazio, ou cheio de poluição. A mesma cor cinza é a dos prédios, que são iluminados pelos raios de sol que demoram a aparecer.

As pessoas escoram a cabeça na janela do ônibus, tentando tirar mais um cochilo antes de chegar ao seu destino.

O semáforo segue sua dança VERDE-AMARELO-VERMELHO-VERDE. Até parece uma valsa.

Olhos cheios de sono vasculham o relógio para ver se está no horário.

E a vida continua, tudo volta a ser como antes. A segunda-feira devolve a rotina às pessoas, e também à cidade.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Escola de Dementes

Eles são robôs. Programados a fazer o que os é mandado.


São ensinados a andar, a comer, a falar.

São ensinados a assistir TV, a navegar na internet, a conversar no celular.

São ensinados a escutar, a escrever, a esperar sua vez de falar, a conviver.

São ensinados a comprar e gastar, a se vestir, a se portar.

São ensinados a querer mais dinheiro.

São ensinados a enganar o próximo

São ensinados a manipular o tempo.


São até mesmo ensinados a AMAR.


Entretanto, seriam eles ensinados ou programados a fazer isso?



Há, porém, uma falha no sistema.

Ninguém os ensina algo que só eles podem fazer: PENSAR.